quarta-feira, 7 de maio de 2014

Texto base para os encontros preparatórios - Conferência de Cultura em Curitiba



1ª Conferência Municipal Extraordinária de Cultura
CONSTRUINDO O SISTEMA MUNICIPAL DE CULTURA

Etapa Final: 29, 30, 31 de Maio e 1º de Junho.

Conferências Setoriais, Regionais e Livres de 15 de Abril a 25 de Maio.

Apresentação

Neste Ano realizaremos a Conferencia Extraordinária de Cultura, onde serão debatidos os marcos regulatórios do nosso Sistema Municipal de Cultura, já que no segundo semestre pretendemos mandar para a Câmara Municipal de Curitiba a Lei do Sistema Municipal de Cultura. Dentro do Sistema uma parte importante é o nosso Sistema Municipal de Financiamento da Cultura, que será debatido na Conferência Extraordinária e é foco do Conselho Municipal de Cultura que criou uma Comissão Auxiliar para levantar novas propostas de formatação da área. A Conferencia Extraordinária de Cultura será precedida de Conferencias Setoriais, Conferencias Livres e Conferencias Regionais, onde será debatido o texto básico, elegeremos a coordenação dos Fóruns e bem como os delegados para a Etapa Final da Conferencia. O prazo para a realização das Conferências Setoriais e Regionais é de 15 de abril a 25 de maio.
O Sistema Municipal de Cultura que estamos constituindo faz parte da nossa adesão ao Sistema Nacional de Cultura e temos um calendário que vai até 2015 quando concluiremos nosso Plano Municipal de Cultura, que se constitui num documento de metas e diretrizes para as políticas públicas de cultura para um período de 10 anos.
A participação cidadã é um dos pólos importantes do Sistema Municipal de Cultura. Quando concluído o processo, com a aprovação na Câmara Municipal de Curitiba, o nosso Conselho Municipal de Cultura será além de consultivo, deliberativo e fiscalizatório. Todo o processo de constituição do nosso sistema terá como vértice principal a participação democrática. Neste ano na Conferencia Extraordinária estará em debate os marcos regulatórios do nosso sistema, como a constituição dos Fóruns Setoriais e Regionais e a configuração dos nossos instrumentos de fomento e incentivo. Ano que vem na 5ª Conferência Municipal de Cultura debateremos o nosso Plano Municipal de Cultura.

PRAZOS DO PROCESSO DE CONFERÊNCIAS

Até final de Abril: reuniões preparatórias-Reuniões de esclarecimento sobre o processo de funcionamento da Conferência Extraordinária.

15 de Abril a 26 de Maio: prazo para realização das Conferencias Regionais, Setoriais e Livres. Cada Conferência será acompanhada pelo Conselho Municipal de Cultura.

Fóruns Setoriais

  1. Fórum Setorial de Artes Visuais;
  2. Fórum Setorial de Design;
  3. Fórum Setorial de Artesanato;
  4. Fórum Setorial de Audivisual;
  5. Fórum Setorial de Patrimônio Cultural, Arquitetura e Urbanismo;
  6. Fórum Setorial de Música;
  7. Fórum Setorial de Teatro;
  8. Fórum Setorial de Dança;
  9. Fórum Setorial do Circo;
  10. Fórum Setorial de Artistas de Rua;
  11. Fórum Setorial de Cultura Afro Brasileira;
  12. Fórum Setorial de Cultura Indígena;
  13. Fórum Setorial das Etnias Radicadas em Curitiba;
  14.  Fórum Setorial do Livro, Literatura, Leitura e Bibliotecas.
 Fóruns Regionais

  1. Fórum Regional do Boa Vista;
  2. Fórum Regional de Santa Felicidade;
  3. Fórum Regional da Matriz;
  4. Fórum Regional do Portão;
  5. Fórum Regional do Cajurú;
  6. Fórum Regional do Boqueirão;
  7. Fórum Regional da CIC;
  8. Fórum Regional do Pinheirinho;
  9. Fórum Regional do Bairro Novo.

29 de maio: Abertura da Etapa Final da Conferência Extraordinária
30 de maio: debate do Regimento Interno da Etapa Final
31 de maio: Trabalho em grupo: Eixo 1- Implementação do Sistema Municipal de Cultura; Eixo 2 – Produção Simbólica e Diversidade Cultural; Eixo 3 – Cidadania e Direitos Culturais; Eixo 4-  Cultura como Desenvolvimento Sustentável.
1º de junho: Plenária Final.
Lembramos que a cada 10 pessoas presentes nas Conferências Setoriais, Regionais e Livres corresponde a um delegado. Importante ressaltar que os delegados precisam respeitar a proporção de dois terços para a sociedade civil e um terço para os governamentais.
As Conferências Livres devem notificar ao Conselho Municipal de Cultura sua realização num prazo mínimo de sete dias.

Orientações:

1-      Divulguem com antecedência o Texto Básico;
2-      Realizem debates do Texto Básico antes das Conferências Regionais, Setoriais e Livres;
3-      Se necessário é possível solicitar algum representante da organização da Conferência Extraordinária para ajudar no processo das Conferências Setoriais, Regionais e Livres.
4-      As Conferências Setoriais, Regionais e Livres precisam ter uma Lista de Presença, contento: 1-nome de cada participante; 2- e-mail; 3- número do RG; 4- área de atuação (Musica, teatro, movimento popular etc.)
5-      As Conferências Setoriais, Regionais e Livres precisam fazer um documento (ata) contendo todos os debates e decisões ocorridas durante as Conferencias, bem como a lista dos delgados para a etapa final e nome dos escolhidos para a coordenação dos Fóruns Setoriais e Regionais. OBS: cada Fórum Setorial e Regional vai eleger uma coordenação composta por no mínimo sete pessoas, sendo que tem que se respeitar a proporcionalidade de dois terço para a sociedade civil e um terço para o governamental.
6-      Os Fóruns Setoriais e Regionais se reunirão permanentemente e  depois da Conferência Extraordinária terão como foco principal ajudar na elaboração do Plano Municipal de Cultura.

Maiores informações pelo e-mail conselhodecultura@fcc.curitiba.pr.gov.br
Ou pelo fone: 41-3213-7522 falar com Desire ou Elton


EIXO I – IMPLEMENTAÇÃO DO SISTEMA MUNICIPAL  DE
CULTURA

PROPOSTAS DE DIRETRIZES MUNICIPAIS
1. Fortalecer a implementação do Sistema Nacional de Cultura em Curitiba a partir do Conselho Municipal de Cultura, do Plano Nacional de Cultura e pelo Fundo Municipal de Cultura por meio do empoderamento popular do próprio Sistema. Exigir que o Conselho Municipal de Cultura seja formada na proporção de sua composição por membros da sociedade civil, que os assentos sejam nos moldes do Conselho Nacional de Cultura, permitindo que o Conselho eleja seu presidente e que o Conselho seja democrático, participativo, deliberativo e fiscalizador desde já. Elaborar e implementar o Plano Municipal de Cultura a partir de um real diagnóstico de acordo com a realidade de Curitiba e suas territorialidades, por meio de uma metodologia democrática e participativa, dentro de um sistema de governança eletrônica na formulação do plano com ampla participação da sociedade civil. Exigir que o Fundo Municipal seja administrado a partir de um Sistema Eletrônico de Transparência das Contas da Cultura Municipal e detalhada quanto às verbas disponíveis e suas aplicações, reabrindo as discussões sobre as alterações na Lei Municipal de Incentivo à Cultura, com a realização de amplos debates por meio de audiências e de consulta pública. Criar uma metodologia específica e dinâmica para a reformulação da Lei Ordinária nº. 11.834 pela Câmara Municipal de Curitiba, que rege o Conselho Municipal de Cultura e oficializa a Conferência Municipal de Cultura, mediante a participação do Conselho Municipal de Cultura de Curitiba e da sociedade civil de maneira geral e ampla.
2. Capacitação permanente para conselheiros de cultura, funcionários da Fundação Cultural de Curitiba, gestores e produtores culturais, artistas locais e cidadãos interessados, com previsão de recursos humanos e financeiros dentro da Lei Orçamentária Anual, por meio de cursos de formação continuada, e que essa capacitação seja voltada ao entendimento das transversalidades das políticas culturais, às demandas específicas por segmento, às territorialidades culturais e ao diálogo entre os mais diversos setores. A formação é essencial ao empoderamento popular da política e da gestão cultural na elaboração de orçamentos e planos de metas nos diferentes níveis de abrangência, diversidade, pluralidade e especificidade, com inscrição por meio de chamamento público, fóruns, locais e setoriais.
3. Criar um sistema municipal de informação e indicadores culturais e promover a sua integração com o Sistema Nacional de Informação e Indicadores Culturais – SNIIC, de forma que a base de dados municipais seja alimentada pelo poder público por meio do levantamento de dados existentes e futuros, nos equipamentos culturais do município, e pela sociedade civil, instituindo mecanismos de divulgação e garantindo o acesso aos dados.
4. Sabendo que os fundos são mais democráticos e efetivos na atenuação das desigualdades geradas pela renúncia fiscal, o Fundo deve ser fortalecido e o Mecenato deve ser extinto em Curitiba. O Fundo deve ser regulamentado com critérios específicos sobre a distribuição de seus recursos para os distintos segmentos da cultura, permitindo a inclusão de novas linguagens, mídias, fazeres artísticos e culturais nos instrumentos de fomento para: produção, difusão, circulação e pesquisa. Essa regulamentação deverá contar com a participação efetiva da sociedade na elaboração do orçamento da cultura, a partir de uma metodologia colaborativa que inclua o diálogo propositivo com o legislativo municipal, Conselho Municipal de Cultura, setor produtivo, produtores e artistas locais e cidadãos interessados.

Moções:
1. Apoio para a aprovação com urgência da PEC nº. 150/2003.  A proposta da PEC 150/2003 é a de elevar para 2% o percentual do orçamento da União destinado à Cultura, sendo que 0,5% para os Estados e outros 0,5% para os municípios. Fixando investimento em cultura para governos dos Estados e do Distrito Federal em 1,5% e para os municípios em 1%. Hoje, essa vinculação mínima não existe. A cultura responde hoje por 7% do PIB do Brasil e emprega 5% da mão-de-obra formal do País, chegando a 15%, se considerarmos também uma projeção incluindo o mercado informal.
2. Módulos de disciplina para cursos de formação continuada de cultura. Afirmamos a necessidade de abrir módula com disciplinas de formação continuada, como, por exemplo, administração de conflitos, deontologia cultural, atividades criativas, contabilidade para não contadores, direito cultural, política pública cultural; com o objetivo de capacitar e aprimorar a atuação de funcionários dos órgãos responsáveis pela cultura, conselheiros culturais, gestores e produtores culturais, artistas locais e cidadãos interessados.
3. Fortalecimento do CNPC. Em relação ao Conselho Nacional de Políticas Culturais, órgão colegiado integrante da estrutura básica do MINC, que tem por finalidade promover a formulação de políticas públicas e demais atribuições nos termos do Decreto 5520/2005, alterado pelo Decreto 6973/2009, solicitamos: O fortalecimento, incentivo e apoio ao CNPC, em todas as suas decisões e competências, com o objetivo de atender aos anseios democráticos, às demandas da sociedade civil por mais cultura, em cooperação com movimentos sociais, organizações não governamentais e mobilizações populares.
4. Não obrigatoriedade do preenchimento de todas as vagas setoriais nos Conselhos Municipais de Cultura em cidades com menos de 200 mil habitantes.
5. Descentralização dos recursos financeiros e ações em todas as Regionais de Curitiba. Sabedores de que a maioria dos equipamentos públicos para a promoção e acesso à cultura em Curitiba está situada em apenas uma regional da cidade, propomos que os recursos e ações da FCC sejam descentralizadas para as demais regionais administrativas.
6. Garantia do Ensino de Arte e Atividades Criativas na educação básica. Reivindicamos o retorno imediato da disciplina de Arte ao currículo escolar do Ensino Fundamental e Médio das Escolas e Colégios Estaduais, uma vez que a carga horária foi substancialmente reduzida - partir de janeiro de 2012 - para a ampliação da carga horária das disciplinas de Português e de Matemática. Reivindicamos, portanto, a implementação da Meta 12 do PNC que contempla 100% das Escolas Públicas de Educação Básica com a disciplina de arte no currículo regular.
7. Inclusão de novas linguagens nos Editais, Leis de Incentivo e Fundos de Cultura, assim como cadastramento e qualificação de novos pareceristas. Incluir as Criações Culturais e Funcionais (Design, Moda, Arquitetura, Games e etc.) em Editais, Leis de Incentivo e Fundos de Cultura. Cadastrar e qualificar novos pareceristas especializados em Criações Culturais e Funcionais no regime de tributação simples, dentro das Micro e Pequenas Empresas e dos Microempreendendores Individuais.

EIXO II – PRODUÇÃO SIMBÓLICA E DIVERSIDADE CULTURAL
PROPOSTAS DE DIRETRIZES MUNICIPAIS
1. Criar mecanismos para o acompanhamento social da mídia e adotar medidas de fiscalização democrática (controle social) sobre a estrutura de comunicação e propriedade dos meios e os conteúdos veiculados de forma a:
1) assegurar a pluralidade de idéias nos meios de comunicação;
2)promover e fomentar a cultura nacional em sua diversidade e pluralidade;
3) dar visibilidade aos segmentos em situação de vulnerabilidade social, respeitando as relações geracionais e de gênero, pessoas com deficiência, diversidade étnico-racial, orientação sexual, identidade de gênero, classe social, povos e comunidades tradicionais nos meios de comunicação; 4) promover via instrumentos eletrônicos de democracia participativa (consulta pública, entre outros) as discussões sobre as decisões do poder público;
5) promover a participação popular no processo de tomada de decisões acerca do sistema nacional de comunicação.
6) incentivar a criação de rádios comunitárias nas regionais da FCC para a difusão cultural.
2. Garantir a transversalidade do conhecimento e vivência artística na Educação, entrelaçando todas as áreas do conhecimento, em conjunto com formadores da área artística capacitados para tal, utilizando diferentes linguagens artísticas nos aspectos relativos à fruição, à expressão e à formação, como ferramentas essenciais para reafirmar a identidade cultural. Como uma das ações efetivas, a proposta é instituir ações que potencializem e valorizem as manifestações culturais e criativas, e a diversidade cultural e artística em todas as esferas locais e regionais. O município deve garantir a formação continuada dos profissionais do seu quadro funcional e da comunidade em geral que atuam direta ou indiretamente com arte: arte-educadores, professores, artistas, comunicadores, publicitários, gestores e produtores culturais, entre outros – visando garantir a valorização e o respeito à diversidade cultural, transversalidade e territorialidade, concomitantemente ao respeito e à não discriminação dos segmentos em situação de vulnerabilidade social, respeitando as relações geracionais e de gênero, pessoas com deficiência, diversidade étnico-racial, orientação sexual, identidade de gênero, classe social, povos e comunidades tradicionais, incluindo, em seus materiais de divulgação, o compromisso de dar visibilidade a esses grupos.
3. Criar cadastro de pontos de cultura, grupos artísticos, das associações artístico-culturais, coletivos artísticos, fóruns de cultura, gestores e produtores culturais, pesquisadores e agentes culturais, entre outros, bem como criar uma plataforma aberta para circulação das propostas e informações desses locais e pessoas, de amplo acesso público. Associada a esta proposta estará à criação de uma plataforma digital (portal on-line), que será financiada pelo Governo Municipal, mas com administração a cargo da sociedade civil. Este espaço visa à divulgação autoral das produções regionais e também tornará possível a intermediação com a Prefeitura, produtores culturais e produtos culturais (acervos), com a finalidade de integrar a cultura municipal.
4. Criação de novos editais específicos para todas as manifestações artísticas dos grupos historicamente marginalizados, promovendo a sua capacitação, processo que envolve as seguintes ações:
1) Garantia do acesso de agentes culturais populares aos recursos públicos, com a criação de editais específicos para os mesmos, na forma de prêmio, fomentando a acessibilidade desses agentes, garantindo outros formatos de apresentação aos editais (aceite de mídias diversas, além do texto escrito: arquivos de áudio, apresentação oral e arquivos audiovisuais ou por indicações); 2) criação de edital para todas as artes, produções culturais e funcionais que contemple as mulheres curitibanas, visando à criação, produção e divulgação de materiais produzidos pelas mulheres;
3) garantia nos instrumentos de fomento à produção cultural (editais de arte, teatro,design etc...) de
percentual étnico para os grupos historicamente marginalizados: negros, indígenas, ciganos, entre outros;
4) criação de editais específicos que contemplem a produção cultural dos diversos segmentos da cultura urbana (Hip Hop, Samba, Capoeira, Rodas de Viola, entre outros);
5) criação e ampliação de programas de fomento para circulação de pessoas, grupos, coletivos artísticos, entidades carnavalescas, projetos e produtos culturais.

EIXO III CIDADANIA E DIREITOS CULTURAIS
PROPOSTAS DE DIRETRIZES MUNICIPAIS
1. Garantir a implementação ou a revitalização de, no mínimo, um centro cultural, artístico e esportivo em cada regional, em conformidade com o diagnóstico cultural. Apoiar, promover e valorizar as expressões da diversidade de linguagens artísticas e culturais voltadas à autoestima e ao combate à discriminação e ao preconceito, aos segmentos em situação de vulnerabilidade social e respeitando as relações geracionais e de gênero, pessoas com deficiência, diversidade étnico-racial, orientação sexual, identidade de gênero, classe social, povos e comunidades tradicionais, e com garantia de acessibilidade arquitetônica e a bens e serviços culturais.
2. Garantir a criação e implementação de programas de fomento para artistas, empreendedores criativos e organizações comunitárias para ações de formação e qualificação em todas as linguagens artísticas em oficinas, seminários, fóruns, mesas-redondas e cursos, pelo menos uma vez por ano, de acordo com a demanda da comunidade. Assegurar a produção, promoção e difusão do produto cultural. Apoiar, promover e valorizar as expressões artísticas e culturais voltadas à autoestima e ao combate à discriminação e ao preconceito, às comunidades em situação de vulnerabilidade social, respeitando as questões geracionais e de gênero, das pessoas com deficiência, diversidade étnico-racial, orientação sexual, identidade de gênero, povos e comunidades tradicionais e com garantia de acessibilidade arquitetônica e a bens e serviços culturais.
3. Efetivar o registro, a difusão e o arquivo das diversas manifestações culturais e artísticas. Realizar ampla campanha para promover a visibilidade da diversidade de identidades culturais, em parceria com a Secretaria Municipal de Comunicação Social.
4. Descentralizar os recursos do programa de Apoio e Incentivo à Cultura (PAIC) e desburocratizar a distribuição do incentivo. Apoiar, promover e valorizar as expressões artísticas e culturais voltadas à autoestima e ao combate à discriminação e ao preconceito, às comunidades em situação de vulnerabilidade social, respeitando as questões geracionais e de gênero, das pessoas com deficiência, diversidade étnico-racial, orientação sexual, identidade de gênero, povos e comunidades tradicionais e com garantia de acessibilidade arquitetônica e a bens e serviços culturais.

Moções:
1) Implementar imediatamente os Fóruns setoriais regionais de Cultura.
2) Realizar Concurso Público para preencher vagas e ampliar o número de funcionários na área da cultura, para atender as demandas das atividades culturais disponibilizadas para a população, nos períodos diurno, noturno e nos fins de semana.
3) Revitalizar, readequar e democratizar os equipamentos culturais do município e implementar ações de cultura e arte, viabilizando a produção, difusão e fruição.
4) Apoiar e recomendar o cumprimento do compromisso firmado por parte do Executivo Municipal no documento: “Carta Compromisso com a Cultura Popular – Entidades Carnavalescas”.
5) Destinar 2% do Orçamento Municipal para a Cultura.
6) Recomendar à Secretaria Municipal de Educação a formação continuada dos professores da Rede Municipal para a detecção e direcionamento do aluno de acordo com suas potencialidades artísticas.
7) Recomendar às Secretarias Municipais, em especial a de Educação, realização de projetos que aproximem Cultura, Educação, Saúde e Segurança.
8) Fortalecer e triplicar o número de Pontos de Cultura conveniados pela FCC. Garantir mostras, festivais e intercâmbios entre os Pontos de Cultura, conforme as práticas já existentes, denominadas “Teias”, ampliando a atuação dos Pontos para o âmbito metropolitano.
9) Elaboração de Políticas Públicas que levem em conta a complementaridade da Comunicação e da Cultura tendo em vista a democratização dos meios de comunicação e o fortalecimento da Cultura Digital nos conceitos e práticas colaborativas do software livre e a universalização da banda larga em caráter público e estatal.
10) Reconhecer os movimentos sociais como parte das manifestações culturais populares e promover suas atividades por meio de campanhas.
11) Reconhecer e valorizar o caráter artístico do grafite e demais manifestações de arte urbana, como parte da identidade cultural da cidade, fortalecendo o diálogo com os coletivos do segmento.
12) Implementar imediatamente a Lei Municipal de Patrimônio.

EIXO IV – CULTURA COMO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
PROPOSTAS DE DIRETRIZES MUNICIPAIS
1. Identificar e desenvolver as vocações de pessoas, bairros e comunidades, provendo capacitação de pessoas, assessoria e incubação de projetos e iniciativas de pólos criativos, especialmente em áreas de vulnerabilidade. Criar um Centro Municipal de Economia Criativa, articulado em rede com núcleos regionais, em regime de gestão compartilhada com a comunidade.
2. Priorizar no orçamento municipal incentivos, projetos e ações que valorizem a diversidade, Pluralidade e especificidades culturais nos bairros e comunidades, em especial os territórios e grupos de maior vulnerabilidade social.
3. Reconhecer e institucionalizar ‘territórios criativos’ no âmbito de cada regional administrativa, Facilitando e otimizando a ocupação de espaços públicos para atividades criativas e culturais. Criar Incentivos fiscais para desenvolvimento das vocações locais e potencializar tais medidas com a Realização de feiras e eventos culturais nos bairros.
4. Formular o Plano Municipal de Economia Criativa, com previsão de percentual mínimo obrigatório. Do orçamento total do município para o Fundo Municipal de Cultura. Garantir a atuação do poder público, na qualidade de negociador e mediador junto à iniciativa privada, para a captação de recursos para a cultura. Criar e implementar incubadoras exclusivas para a área de cultura e de economia criativa, estabelecendo mecanismos de distribuição e difusão desses produtos. Criar mecanismos eficazes, assim como aprimorar os já existentes, que estabeleçam condições objetivas de produção, divulgação, circulação e fruição de produtos artístico-culturais e da economia criativa em todas as esferas públicas. Articular o turismo como estratégia de fomento às atividades da economia criativa. Garantir a capacitação técnica continuada de agentes culturais, a implementação de incubadoras e a assessoria profissional voltada a pequenos e micro empreendedores da área da cultura e da economia criativa, respeitadas suas singularidades.

Moções:
1- Revisão de valores cobrados a título de direitos autorais para eventos gratuitos e pagos, estabelecendo padrões nacionais para as diferentes linguagens e atividades artístico-culturais e comprovação do repasse dos valores recolhidos aos detentores dos direitos, mediante prestação de contas.
2- Garantia de que as políticas culturais tenham por princípio a valorização dos segmentos em situação de vulnerabilidade social e respeitando as relações geracionais e de gênero, pessoas com deficiência, diversidade étnico-racial, orientação sexual, identidade de gênero, classe social, povos e comunidades tradicionais.
3- Considerar e incluir as propostas relativas a Territórios Criativos advindas das Conferências Municipais de Cultura, Conferências Livres e Pré-Conferências no processo de Revisão do Plano Diretor da Cidade de Curitiba (2014) e ampliar a participação popular, com garantia dos direitos do cidadão na nova regulamentação urbana.
4- Repudiar a desconstrução da identidade e do patrimônio material e imaterial do bairro Bom Retiro com a demolição do Hospital Bom Retiro, a venda do bosque e da Escola Lins de Vasconcelos, assim como do Bosque Gomm do bairro Batel.
5- Oficializar a candidatura de Curitiba ao Selo de Cidade do Design da Unesco.
6- Inclusão da sustentabilidade como princípio nos eixos social, ambiental, econômico e cultural de modo a causar menor impacto no meio socioambiental, por meio de uma economia solidária, da cultura na educação e uma cultura de paz.
7- Inclusão no Plano Nacional de Cultura das proposições específicas das Conferências de Cultura, das suas etapas livres e predecessoras, bem como as demais reivindicações de categorias organizadas.
8- Incentivo à criação de museus comunitários que contemplem as diversas linguagens culturais.
9- Apoio à regulamentação das profissões oriundas da Criação Cultural e Funcional e o necessário reconhecimento das mesmas pelo Ministério do Trabalho, visando solucionar os problemas de enquadramentos relacionados a essas atividades para finalidades comerciais, tributárias e trabalhistas.

Fonte: Fundação Cultural de Curitiba - Conselho Municipal de Cultura.




Schirlei Mari Freder, Administradora, especialista em Gestão Social e Desenvolvimento Sustentável, Mestranda em Gestão Urbana. É fundadora e Diretora Executiva da Creare Consultoria, Gestão e Treinamentos onde desenvolve projetos para micro e pequenas empresas, organizações do setor público, profissionais liberais e organizações do terceiro setor. Docente, conteudista, avaliadora de projetos e de empresas. Pesquisadora na área de Economia Criativa, Economia da Cultura, Empreendedorismo, Gestão de Projetos e Organizações.

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