quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Minha experiência na Polônia

Morei em Varsóvia entre julho e outubro deste ano, aplicando minha pesquisa de doutorado, dentro do Programa de Doutorado Sanduíche do governo brasileiro. Neste período pude conviver com os cidadãos poloneses e com estrangeiros de diversas nacionalidades, seja no cotidiano das compras e passeios pela cidade, seja visitando os bairros da cidade de Varsóvia enquanto buscava dados vinculados à minha pesquisa.
No dia a dia, eu pude perceber um país que acolhe as nacionalidades e nas oportunidades que tive, consegui participar de celebrações públicas vinculadas às datas nacionais. Nestes eventos fiquei emocionada ao ver poloneses de todas as idades nas ruas, manifestando livremente seus sentimentos patrióticos e democráticos, especialmente nas homenagens aos milhares de cidadãos que morreram ao longo da história para defender o país dos mais diversos ataques.
A respeito da polêmica recente que envolve os comentários do jornalista Guga Chacra, acerca de um grande movimento nas ruas, no mínimo ele deveria checar as informações e compreender de que se trata de uma data nacional do país. Se ocorreram manifestações paralelas e de alguns grupos, isso é democracia e também vemos atos assim no Brasil.
No dia 11 de novembro ocorre a celebração da data nacional polonesa, vinculada à Independência da Polônia, que em 2017 celebrou os 99 anos deste feito histórico. Motivo de orgulho dos poloneses e também de muitos descendentes que vivem no Brasil, basta ver os eventos que são promovidos em diversas cidades brasileiras, dos quais eu e minha família participamos em diversos momentos.
Tive a honra de participar do grupo de artistas, pesquisadores e empresários que fundou a Casa da Cultura Polônia Brasil, em 2012, em Curitiba. Atualmente estou na condição de Presidente licenciada, mas não poderia deixar de manifestar meu repúdio aos diversos comentários equivocados que estão circulando na internet acerca de uma nação que tanto admiro e honro, especialmente porque a minha família inteira tem em sua maioria, origens polonesas.
Um “Sto lat” pela Polônia e que ela continue lutando por direitos e pela qualidade de vida de todos os poloneses e por aqueles que, livremente, escolheram viver na Polônia.

Foto de minha autoria, no centro histórico de Varsóvia, 01 de agosto de 2017.
Em memória aos 73 anos do Levante de Varsóvia.


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Schirlei Mari Freder, Administradora, fundadora e Diretora Executiva da Creare Consultoria, Gestão e Treinamentos onde desenvolve projetos para micro e pequenas empresas, organizações do setor público e organizações do terceiro setor. Docente, conteudista, avaliadora de projetos e de empresas. Pesquisadora na área de Políticas Públicas, Nova Economia, Gestão e Empreendedorismo.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Princípios de Empoderamento das Mulheres


A Creare Gestão Ltda - ME, foi finalista na categoria micro e pequena empresa na primeira edição do Prêmio WEPs Brasil 2014 – Empresas Empoderando Mulheres. 

O reconhecimento se deu em função dos vários projetos nos quais a Creare está envolvida, na pessoa de sua fundadora e Diretora Executiva, a Administradora Schirlei Mari Freder. 

Neste mês de março de 2015, em comemoração ao Mês da Mulher, foram desenvolvidas estas peças que tem o objetivo de disseminar os 7 Princípios de Empoderamento das Mulheres. 

"Empoderar mulheres e promover a equidade de gênero em todas as atividades sociais e da economia são garantias para o efetivo fortalecimento das economias, o impulsionamento dos negócios, a melhoria da qualidade de vida de mulheres, homens e crianças, e para o desenvolvimento sustentável. 
Ciente do papel das empresas para o crescimento das economias e para o desenvolvimento humano, a ONU Mulheres e o Pacto Global criaram os Princípios de Empoderamento das Mulheres. Os Princípios são um conjunto de considerações que ajudam a comunidade empresarial a incorporar em seus negócios valores e práticas que visem à equidade de gênero e ao empoderamento de mulheres."








Mais informações:

http://www.onumulheres.org.br/?programasemdestaque=onu-mulheres-e-pacto-global-das-nacoes-unidas

http://www.onumulheres.org.br/

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Terceiro Setor - Tema 3: Captação de recursos via legado

Esta série de artigos abordará aspectos da gestão das organizações do Terceiro Setor.

Tratar do tema de Gestão das Organizações do Terceiro Setor não é algo simples, por isso a proposta será publicar uma série de artigos contendo temas dos diversos setores que estão envolvidos nestas organizações. O tema de hoje é a captação de recursos via legado.



Captação de recursos via legado

O convite para escrever este artigo foi para que pudéssemos iniciar o tema no grupo Nossa Causa e desta forma iniciarmos as discussões sobre o assunto. Legado, nesta abordagem, entendemos como sendo um testamento (em dinheiro, objetos, bens móveis e imóveis, bens imateriais – direitos autorais) deixado para outra pessoa ou instituição, mesmo que ambos não sejam herdeiros e nem membros da família.

No Brasil, no campo prático das organizações sem fins lucrativos, sabe-se que este tipo de iniciativa é pouco utilizada, conhecida e também pouco disseminada. Recentemente a Associação Brasileira de Captadores de Recursos – ABCR promoveu um encontro, dentro do evento nacional ONG BRASIL e nesta ocasião foi possível entender que este processo de captação via Legado ocorre num médio e longo prazo.

Outro especialista na área e fundador do Instituto Doar, Marcelo Estraviz, também comenta da importância da realização de campanhas para que se a sociedade seja sensibilizada para que escrevam e deixem legados.

Porém, para que a organização possa ser beneficiada por um testamento, acredito que inicialmente são necessárias três condições:
  1. Receber a doação via legado deve estar prevista no estatuto e se for o caso, pode ser necessária alteração estatutária;
  2. A equipe de captação de recursos deve estar capacitada para compreender os aspectos legais desta modalidade de doação;
  3. Por fim, a equipe de captação de recursos deve desenvolver habilidades para atender a família do doador e também qualificação para conduzir o processo burocrático dentro da organização.

O tema é vasto e a legislação complexa, mas acredito que com esta introdução foi possível atender este primeiro momento de aproximação com o tema. Até breve.


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Schirlei Mari Freder, Administradora, fundadora e Diretora Executiva da Creare Consultoria, Gestão e Treinamentos onde desenvolve projetos para micro e pequenas empresas, organizações do setor público e organizações do terceiro setor. Docente, conteudista, avaliadora de projetos e de empresas. Pesquisadora na área de Economia Criativa, Gestão e Empreendedorismo.

Terceiro Setor - Tema 2: Recebendo uma empresa voluntária

Esta série de artigos abordará aspectos da gestão das organizações do Terceiro Setor.

Tratar do tema de Gestão das Organizações do Terceiro Setor não é algo simples, por isso a proposta será publicar uma série de artigos contendo temas dos diversos setores que estão  envolvidos nestas organizações. O tema de hoje é a empresa voluntária.


Quando a empresa oferta um serviço voluntário

Este artigo se destina aos micro e pequenos empreendedores, milhares no Brasil, e é como se fosse um convite para que sejam voluntários em alguma causa social. Não é necessário escolher algum projeto de outra cidade ou estado e sim escolher alguma ação mais próxima de sua sede, seja em sua cidade ou bairro.

Diferente do que os empreendedores pensam, é possível disponibilizar serviços ou produtos de sua empresa de forma voluntária a serviço de algum projeto social. Esta “doação” pode ser em alguma ação pontual ou em algum projeto que pode levar mais tempo.

Seguem 6 passos para começar:


  1. Oferte algo que esteja dentro da linha de produtos e serviços que a empresa já desenvolve ou comercializa;
  2. Combine com o “cliente” como será esta entrega: pontual, por projeto ou contínuo por um determinado período de tempo, combinado entre ambos. Se necessário, firme contrato ou termo de compromisso entre as instituições.
  3. Lembre que mesmo sendo uma atividade voluntária, é necessário manter o mesmo nível profissional que envolve aspectos de qualidade e pontualidade com os prazos.
  4. Seja sincero no caso de interromper a oferta do serviço o produto, afinal comunicar o encerramento demonstrará a ética profissional e será um sinal de respeito pois aquele projeto contou com a oferta de sua empresa;
  5. Convide empresas parcerias para fazer parte do projeto, em alguns casos, empresas com atividades afins ou até mesmo em outra área podem se reunir para fortalecer projetos sociais que são relevantes para a sociedade.
  6. Por fim, lembre-se de registrar e documentar a ação realizada pois elas irão compor o relatório de Responsabilidade Social de sua empresa.


Acredito que estes passos facilitam o entendimento do empreendedor e ele terá inspiração para começar. É imensa a alegria de contribuir com ações que geram transformação social e é este o convite aos empreendedores: por pequena que possa parecer tenha certeza de que sua atitude fará a diferença na vida de quem a receberá.

(Adaptado da publicação de minha autoria, publicado em: http://nossacausa.com/6-passos-para-comecar-um-servico-voluntario/)

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Schirlei Mari Freder, Administradora, fundadora e Diretora Executiva da Creare Consultoria, Gestão e Treinamentos onde desenvolve projetos para micro e pequenas empresas, organizações do setor público e organizações do terceiro setor. Docente, conteudista, avaliadora de projetos e de empresas. Pesquisadora na área de Economia Criativa, Gestão e Empreendedorismo.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Creare é finalista no Prêmio WEPs Brasil 2014





A Creare Gestão ME foi finalista do Prêmio WEPs 2014. Em sua categoria foram 35 empresas de pequenas e microempresas classificadas, e cinco seguiram para a final. 

O WEPs BRASIL 2014 – EMPRESAS EMPODERANDO MULHERES tem como propósito incentivar e reconhecer os esforços das empresas que promovem a cultura da equidade de gênero e o empoderamento da mulher no Brasil.

A premiação é uma iniciativa da Itaipu Binacional e demais instituições parceiras, com a chancela da Organização das Nações Unidas (ONU), por meio do United Nations Global Compact (Pacto Global da ONU) e United Nations Women (ONU Mulheres), em parceria com as suas representações no país - Rede Brasileira do Pacto Global da ONU e ONU Mulheres no Brasil.

Nesta edição de 2014, o prêmio recebeu a inscrição de 186 empresas de todo o Brasil e de todos os portes. Das 75 classificadas, 35 são pequenas e microempresas, 21 são de grande porte e 19 de médio porte, das Regiões Sul, Sudeste, Nordeste, Norte e Centro-Oeste. A cerimônia de reconhecimento e premiação foi no dia 31 de março, em Curitiba-PR.

A próxima edição do Prêmio será em 2016.

http://premiowepsbrasil.org/





Schirlei Mari Freder, Administradora, fundadora e Diretora Executiva da Creare Consultoria, Gestão e Treinamentos onde desenvolve projetos para micro e pequenas empresas, organizações do setor público e organizações do terceiro setor. Docente, conteudista, avaliadora de projetos e de empresas. Pesquisadora na área de Economia Criativa, Gestão e Empreendedorismo.

terça-feira, 25 de março de 2014

ONGs e o uso das novas tecnologias




No dia 10 de abril acontecerá um evento que certamente contribuirá para que as organizações possam compreender aspectos sobre o uso das novas tecnologias como ferramentas em favor da gestão, captação de recursos e das causas às quais as organizações estão vinculadas.

Evento "Conexão Digital – Sustentabilidade e Geração de Renda Aliadas às Novas Tecnologias"

A Associação Telecentro de Informação e Negócios – ATN, o Instituto GRPCOM, o Centro de Ação Voluntária e a Microsoft do Brasil convidam para o evento Conexão Digital – Sustentabilidade e Geração de Renda Aliadas às Novas Tecnologias a ser realizado a partir das 08h00 do dia 10 de Abril de 2014. O evento contará com a presença de representantes das entidades promotoras e de ONGs e Telecentros do estado do Paraná, que discutirão sobre soluções em tecnologia que visam à melhoria do desempenho das Organizações Sociais.

10/04 - a partir das 08h

Palestra 1 – O impacto das tecnologias nos projetos da ONG Visão Mundial
Palestra 2– Tendências e Impactos das Novas Tecnologias.
Palestra 3 – Programa TechSoup Brasil
Palestra 4 – Como usar a Tecnologia para impulsionar a produtividade das ONGs.
Palestra 5– Tecnologia na nuvem agilizando o compartilhamento de informações – Office 365 para ONGs
Palestra 6 – Comunicação para a captação de recursos para o Terceiro Setor no Brasil.

Mais informações e inscrições:
http://atn.org.br/Eventos/conexao-digital-parana/

Fonte: http://atn.org.br/



Schirlei Mari Freder, Administradora, fundadora e Diretora Executiva da Creare Consultoria, Gestão e Treinamentos onde desenvolve projetos para micro e pequenas empresas, organizações do setor público e organizações do terceiro setor. Docente, conteudista, avaliadora de projetos e de empresas. Pesquisadora na área de Economia Criativa, Gestão e Empreendedorismo.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Terceiro Setor - Tema 1: Gestão das Organizações do Terceiro Setor

Esta série de artigos abordará aspectos da gestão das organizações do Terceiro Setor.
Tratar do tema de Gestão das Organizações do Terceiro Setor não é algo simples, por isso a proposta será publicar uma série de artigos contendo temas dos diversos setores que devem ser desenvolvidos nestas organizações.
Também denominadas Organizações Não Governamentais (ONGs) nas últimas décadas o perfil e o porte das mesmas vem se alterando e não basta a boa vontade para conseguir realizar uma boa coordenação. Faz-se necessária profissionalização na gestão. Existem diversas iniciativas vem sendo realizadas em prol desta profissionalização e a cada ano o desafio aumenta, seja pela rotatividade dos colaboradores, seja pela alternância de lideranças gerenciais ou pelas alterações de leis que regem o setor.
As organizações que compõe o terceiro setor abrangem uma infinidade de áreas no Brasil, desde a educação, saúde, assistência social, cultura, esporte até clubes esportivos e partidos políticos. A maioria delas existe para uma determinada causa social ou temática e todo o seu funcionamento é regido por esta grande missão. Ou deveria ser desta forma.
O que ocorre é que muitas delas nascem com uma missão bem definida, porém sem a definição de estratégias mínimas de sobrevivência financeira. Gerenciar uma organização com este perfil requer habilidade, dedicação e na maior parte do tempo uma boa dose de voluntariado, porém há o momento em que o voluntariado precisa dar vez para o profissionalismo. E vem o momento de adotar métodos de gestão em todas as áreas da organização.
A intenção destas publicações será contribuir com reflexões que envolvem o dia a dia destas organizações e colaborar com os administradores que já estejam seguindo carreira nesta área ou que eventualmente queiram iniciar a carreira neste segmento.
São destas áreas que iremos tratar nos próximos artigos. 
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Schirlei Mari Freder, Administradora, fundadora e Diretora Executiva da Creare Consultoria, Gestão e Treinamentos onde desenvolve projetos para micro e pequenas empresas, organizações do setor público e organizações do terceiro setor. Docente, conteudista, avaliadora de projetos e de empresas. Pesquisadora na área de Economia Criativa, Gestão e Empreendedorismo.